App of all trades, master of none

6:00 toca o alarme. Carrego no “parar” quando o botão de “snooze” me parece cada vez mais apelativo. Já na cozinha, passo os olhos pela app Jornais enquanto o braço automaticamente vai trazendo a comida à boca. Mais tarde, a caminho do ginásio, conecto o iPhone ao carro e ouço música pelo Spotify, hoje a escolha recai sobre um álbum clássico do Hip Hop (dos melhores de sempre na minha opinião), Illmatic do Nas. Este flow ajuda-me, ando um pouco em stress ultimamente.

Já no ginásio, para me mentalizar para o que vem, revejo o plano pelo iBooks. Passa-me de tudo na cabeça “Damn.. vai custar… não vai nada, tu consegues!”. Desta vez sobrevivi e a app que utilizo para registrar a performance, Fitocracy, até me diz que atingi um novo recorde pessoal. Já vou com outra disposição trabalhar.

 

Não me vou alongar com o resto do dia, até porque envolve horas na Bliss e o André não precisa de saber que o WhatsApp está sempre a chamar a atenção…

 

Onde quero chegar? As apps que utilizo diariamente são aquelas que se focam na resolução de uma tarefa. Resolvem a necessidade rapidamente e sem levantar uma série de problemas que não existiam. Acho que é um comportamento geral e esperado pela maioria das pessoas. Mas a verdade é que observo muitos pedidos de aplicações que façam tudo e mais alguma coisa num tempo recorde, porquê? Não sei a resposta e na minha cabeça não faz sentido, são aplicações não sistemas operativos.

 

Se o quadro eléctrico da vossa casa deixar de funcionar, chamam o eletricista ou o porteiro? Ok, alguns vão chamar o porteiro que por acaso também é capaz de dar um toque na torneira do lavatório que estava a pingar, por uma percentagem do que pagariam ao eletricista e ao canalizador. Mas adivinhem, o porteiro assumiu que o quadro disparou quando ligaram o aquecedor, quando o problema eram uns cabos em curto circuito. Mais tarde estes queimam e têm de chamar o eletricista para os substituir. E não se safam de chamar um canalizador, a torneira vai voltar a pingar…