A democratização da tecnologia e o desenvolvimento de software

A tecnologia evolui a olhos vistos e a uma velocidade que por vezes se torna impossível de acompanhar. Se olharmos para a evolução da quantidade de pessoas que actualmente utiliza smartphones e wearables conseguimos perceber o quanto a tecnologia se democratizou, está acessível e é para todos.

Do ponto de vista de quem desenvolve software, principalmente nas áreas de mobile, wearables ou interacção e em que o produto resultante vai ser utilizado no imediato pelos clientes finais, isto torna-se um desafio bastante interessante e que exige uma atenção extra por parte dos developers, o facto de estarmos a criar software para clientes exigentes, com padrões bastante elevados e com comparações directas a algo que usam todos os dias e bastantes vezes ao dia.

Aqui, e como forma de se garantir que o resultado final resulta na melhor experiência para o utilizador existe um conjunto de factores que, na minha opinião, é essencial a todos os engenheiros de software nesta área: a curiosidade, procura e atenção ao que de novo existe e a sua experimentação.

Aquilo que é atual hoje, torna-se obsoleto a curto prazo, os utilizadores são cada vez mais exigentes e os paradigmas de interface e de utilização entranham-se cada vez com maior facilidade nas pessoas. A tecnologia veio auxiliar o dia-a-dia e é algo que todos nós nos adaptamos com relativa facilidade  e, como tal, algo que venha fora do tempo (por pouco tempo que seja) pode ser determinante no (in)sucesso de determinado produto. Os hábitos entranham-se com relativa facilidade e as soluções criadas têm de ir ao encontro desses hábitos ou serem disruptivas ao ponto de criarem novos tipos de interacção.

A mudança rápida de paradigmas de interacção (novos exemplos são o google home ou amazon echo), a existência de ferramentas que auxiliam o engagement do utilizador e facilitam toda a experiência de utilização, a IoT ou o VR são tendências que vemos surgir e evoluir todos os dias e que moldam a forma como todos interagimos com esses sistemas.

Não podemos ser fechados ao mundo e temos de olhar para a solução como algo não estanque em si, é algo evolutivo, feito para as pessoas e que tem de trazer a melhor experiência. É essa a magia dos dias que vivemos, e é esse um dos grandes desafios de quem cria essa mesma tecnologia, os utilizadores somos todos nós, a experiência é para todos e deve ser a mais actual possível.